Terrorismo nutricional já afeta os hábitos alimentares

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A quantidade crescente de informações sobre o consumo de certos tipos de alimentos só aumenta o terrorismo nutricional.

Informe Publicitário

Novas e velhas dietas costumam circular na mídia, mas essa divulgação é mais séria do que você imagina e se trata de terrorismo nutricional.

Não é exagero se referir com esses termos sobre o bombardeio feito a respeito da forma como as pessoas devem se alimentar para permanecer saudável.

Nem tudo o que você vê divulgado na internet e nas redes sociais, deve aceitar como sendo verdadeiro.

Descubra agora mesmo se você também é vítima de terrorismo nutricional e nem desconfia disso.

Ampla divulgação de dietas tem grave efeito colateral

Terrorismo nutricional é uma expressão empregada para se referir à tendência de classificar os alimentos somente pela função nutricional e quantidade calórica que possuem. Esse termo não apenas limita o valor deles, mas também cria uma atmosfera de medo, culpa e estresse em relação aos hábitos à mesa. Descubra como fugir dessa armadilha e usufruir toda a riqueza existente no ato de comer.

Em defesa da alimentação saudável, a mídia tradicional e digital divulga de forma crescente dietas capazes de gerar resultados maravilhosos. Low Carb, Paleolítica, Mediterrânea são apenas algumas dessas. Também é bastante comum ver de tempos em tempos surgirem itens “proibidos”. Ovo, leite e glúten são exemplos que entram e saem da lista de vilões da ocasião.

Portanto, é exatamente esse ativismo nutricional exagerado que colabora para o desenvolvimento de transtornos como bulimia, anorexia e compulsão alimentar. Várias pessoas estão não apenas se preocupando demais com o que comem, mas também acreditando em mitos em torno do tema. Essa combinação de neurose com ingenuidade é perigosa. Consulte sempre um nutricionista.

Quem chamou a atenção para esse problema há mais de 20 anos foi o cientista Gyorgy Scrinis. Em seu livro “Nutricionismo”, ele aborda a onda de aconselhamento nutricional tão em voga na sociedade, e o senso comum em torno de tema. O título da obra é um trocadilho, criado a partir das palavras nutrição e reducionismo, sobre a maneira restritiva como a comida é tratada.

Um alimento não se limita às suas características nutricionais e quantidade calórica, pois a comida faz parte de um contexto social, histórico e econômico. Sendo assim, isso significa que tanto o perfil como as necessidades de cada indivíduo devem ser respeitados.

Todo esse panorama em equilíbrio leva à melhoria da saúde física, mental e emocional.

Terrorismo nutricional ignora características pessoais

A real necessidade do organismo é o primeiro critério que se deve ter em mente ao pensar em seguir uma dieta. Algumas pessoas têm alergia ou intolerância a certos tipos alimentos; outras, são diabéticas. Portanto, nesses casos, a restrição alimentar precisa fazer parte do dia a dia para a conservação da saúde.

Nesse sentido, quem não possui nenhuma doença limitando a elaboração do cardápio goza de total liberdade para comer o que deseja. Basta não exagerar. Seguir qualquer dieta, sem orientação profissional e personalizada, é algo arriscado. Nesse caso haverá restrição dos nutrientes necessários à manutenção da qualidade de vida.

Acreditar que determinados produtos são saudáveis com base nas informações da embalagem e no conceito fitness, é um raciocínio simplista. Isso que pode levar a pessoa a não atingir os próprios objetivos. Pior, ainda é provável que ela desenvolva doenças causadas pela falta de substâncias essenciais ao organismo.

Dieta saudável é aquela que a pessoa come de tudo um pouco, e não a que está na moda porque leva a pessoa a perder peso ou ficar forte mais rápido. Comida de qualidade é a preparada em casa, de maneira natural, ainda mais sem a utilização de ingredientes ultraprocessados, corantes ou excesso de açúcares. O alimento deve ser estratégia de cura e de aumento do bem-estar.

Questões culturais e econômicas são indispensáveis

As diferenças culturais e econômicas da população brasileira são tão grandes quanto o território nacional. Essa realidade deve ser levada em consideração no momento de decidir qual será o hábito alimentar de cada pessoa ou família que mora aqui. E ainda há estrangeiros que trazem os costumes do país natal.

As comidas e bebidas mais consumidas no Nordeste não são as preferidas no Sul. É raro ver um rio grandense gostar de buchada de bode ou um baiano apreciar chimarrão. Portanto, não dá para impor o mesmo tipo de alimento para grupos tão distintos.

Outra questão importante é a econômica. Famílias planejam as refeições segundo o orçamento e certos itens não entram no carrinho de quem está com dinheiro contado. Mesmo com ampla divulgação dos seus benefícios, você conhece quantas pessoas que compram o verdadeiro sal rosa do Himalaia? Se for difícil encontrar muita gente, serve o falso.

Esse é um exemplo simples de que nem tudo o que está à venda, também é acessível para todo mundo. Os nutricionistas garantem que é possível elaborar uma dieta balanceada gastando pouco. Prova disso está nos nutrientes do famoso PF: arroz, feijão, salada, ovo, bife e batata-frita. Esse é um prato de sucesso nas casas de todo o Brasil.

É óbvio que um cardápio completo contém vários outros ingredientes, mas geralmente eles não pesam no orçamento, porque é possível apenas substituir alguns itens que a família consome.

Se antes de ler esse texto você se perguntava: o que é terrorismo nutricional? Agora, você sabe de que se trata e pode ir ao mercado sem se preocupar tanto com o que comprará.

Caso conheça alguma pessoa que só fala em dietas restritivas e não tem nenhuma doença, envie esse texto para ela.