O futuro da economia depende da condução da pandemia

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O futuro da economia é bastante importante, mas depende de decisões na área de saúde.
O futuro da economia depende do que for feito agora, assim como a atualidade é reflexo das decisões do ano passado.

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O Brasil está passando por um novo lockdown e o futuro da economia pode ser comprometido.

O começo da vacinação é uma boa notícia, mas a pandemia saiu do controle e isso afeta todas os segmentos.

Veja o que foi feito no ano passado, do ponto de vista econômico, para atravessar a crise e qual o atual cenário do país.

Novas iniciativas devem surgir para aquecer a economia

O futuro da economia brasileira ainda é incerto e os desafios que surgem são maiores em comparação aos existentes no início da pandemia. O ritmo de recuperação está diretamente ligado à velocidade com que a população é vacinada e, consequentemente, ao fim das restrições voltadas ao combate da Covid-19.

Mesmo com todos os problemas ocorridos no ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 teve uma queda de apenas 4,1%. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se mostra positiva, porque a expectativa de redução chegou a 10% e no final das contas não se concretizou.

Grande parte desse tombo menos drástico se deve aos incentivos concedidos pelo governo. Além do auxílio emergencial, voltado para pessoas físicas, as empresas e os produtores rurais também contaram com alguns programas de ajuda para atravessar a fase mais difícil que o país já viu nos últimos cem anos.

Até agora, no meio de março, não há renovação de nenhum dos programas disponibilizados para os empresários. O novo auxílio emergencial ainda não começou a ser pago e terá o valor bem inferior ao concedido antes. Isso significa que seu impacto na economia será baixo em comparação ao ano passado.

Com o atual lockdown, os problemas enfrentados em 2020 voltam à tona, porém, sem nenhum programa que seja efetivo na manutenção da atividade econômica. Todas as apostas são feitas em torno da vacina, ou seja, só quando grande parte da população estiver imunizada, haverá condições para retomada.

Uma fonte de esperança para garantir dias melhores em 2021 gira em torno das reformas estruturais pelas quais o Brasil precisa passar. Os presidentes do Congresso e do Senado foram eleitos com o apoio do governo e esse é um sinal de que os projetos que entrarem em pauta serão logo aprovados.

As reformas, sozinhas, não conseguem mudar o quadro

O futuro da economia também depende das decisões tomadas no Congresso.
O futuro da economia passa pelo Congresso, mas também é preciso outras medidas para proporcionar dias melhores.

A chegada das reformas é bem-vinda, mas não representa nenhuma garantia de que o país volte a caminhar rumo ao progresso. Prova disso está no que aconteceu após as mudanças nas áreas previdenciária e trabalhista, por exemplo. Elas foram insuficientes para impulsionar a economia como se esperava, caso fossem aprovadas.

O PIB de 2019 foi de 1,1%. Segundo especialistas, tal número é um indício de que as reformas sozinhas não têm força para aquecer a economia como necessário. Em março do ano passado, as estatísticas já mostravam a continuidade da estagnação, reflexo da falta de um programa econômico com ações concretas.

O PIB do primeiro trimestre de 2020 caiu 1,5%, em comparação ao trimestre anterior. Quando a pandemia chegou, o dólar era comercializado a R$ 5. Os índices econômicos daquela época revelavam a fraqueza da economia.

A Covid-19 derrubou o que já não estava nada bem. O vírus contaminou um organismo com dificuldade de andar e o jogou na cama. Milhares de empresas estão fechando as portas, o desemprego é crescente, sem falar na alta do dólar.

Para a economia não ir para a UTI, medidas contundentes precisam ser aplicadas com rapidez, pois empresários e empregados estão cada vez mais descontentes ao verem que a saída da crise está, dia após dia, ficando longe.

A alta da inflação começa a preocupar não apenas a população, mas também os diretores do Banco Central. Prova disso está na elevação de 0,75% da taxa de juros, que foi para 2,75% ao ano. O dólar elevado e os ruídos a respeito do futuro político do Brasil são outros fatores que pesaram na decisão sobre a Selic.

Aprovação do orçamento vai ajudar o futuro da economia

A definição do orçamento é muito importante para o futuro da economia.
Definir não só quanto dinheiro há disponível, mas também para onde ele deve ir, é essencial para o futuro da economia.

O Orçamento de 2021 ainda não foi votado e isso deve ocorrer até o começo de abril. Apesar disso, o Congresso aprovou um projeto autorizando o governo a fazer uma série de gastos, antes mesmo que essa pauta seja aprovada na Câmara e no Senado.

A Constituição determina que o Orçamento do ano seguinte seja aprovado pelo Congresso e entregue até dezembro para sanção presidencial. Por causa da pandemia, esse trâmite deixou de ser cumprido e não existe regra dizendo o que ocorre em caso de atraso.

A liberação de R$ 453,7 bilhões foi feita, mas, mesmo assim, o governo precisa definir de onde virão os valores para bancar os gastos escolhidos. Eles podem ser remanejados de outras áreas ou chegar por meio de mais impostos.

Tal montante é equivalente a 30% do total de despesas deste ano e inclui tanto o pagamento dos servidores, quanto o da Previdência. O próprio governo alegou que, caso o projeto não fosse aprovado, havia risco de não ter como arcar com os salários dos funcionários públicos, nem com a aposentadoria.

A Constituição proíbe que o governo use recursos obtidos por intermédio da venda de títulos públicos para pagar despesas do dia a dia, incluindo salários. Este é o terceiro ano seguido que o Congresso precisa aprovar uma medida para evitar o crime de responsabilidade fiscal.

Um orçamento, em qualquer situação, é criado para definir como e onde serão usados os recursos disponíveis. Quanto mais ele demora para ser elaborado, maior é a indefinição em relação às ações a serem feitas.

O atraso para definir o Orçamento causa incerteza em relação às decisões importantes e também o aumento da desconfiança dos investidores estrangeiros.

Relação com outros países afetará o futuro da economia

Quem investe no Brasil (e em qualquer país) precisa ter o mínimo de previsibilidade em relação ao que pode acontecer de mais importante, do contrário, o investidor pode se afastar do país porque não quer correr riscos muito altos.

O rumo que a Covid-19 tomou no Brasil tem preocupado dirigentes de outras nações e isso está afetando nossas relações com o mundo todo. Quer um exemplo? O brasileiro está proibido de entrar em mais de 30 países e quem mora no exterior não vai querer vir aqui tão cedo.

O Brasil é considerado o pior país do mundo na condução da pandemia e isso pode trazer consequências mais graves. Talvez, outros países deixem de fazer negócios com o Brasil, como forma de retaliação, por ver o país como um perigo sanitário.

Enquanto as outras nações avançam rápido na vacinação da população, por aqui, o processo é lento. O que cresce é a quantidade de morte e o mundo observa com atenção a nossa situação.

A economia é muito importante, sempre foi, mas ela sofre graves abalos quando algo da magnitude dessa pandemia assola o mundo. Outros países estão mostrando que em breve voltarão às atividades normais, retomando o ritmo de negócios.

Por aqui, as perspectivas em relação ao futuro da economia são cada vez piores porque as medidas para conter a Covid-19 precisam ser mais severas. Enquanto a questão da saúde não for resolvida, todas as outras áreas serão drasticamente afetadas.