Dólar caro afeta economia do país, mas ajuda exportador

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Foto de muitas notas de dólar espalhadas. Todas elas estão bastante novas.
A valorização do dólar mexe com a economia e os pequenos empresários se beneficiam porque vendem para outros países.

O preço do dólar ajuda a analisar a situação econômica do Brasil e já faz tempo que ele vem crescendo.

Esse panorama traz desafios, mas também favorece os exportadores. Eles ganham mais ao converter para real as vendas feitas em dólar, além de já explorarem outros mercados. Isso é muito bom quando o ambiente de negócios anda fraco no país.

Acha essa ideia interessante?

Veja como o pequeno empresário recebe apoio para entrar no mercado internacional.

Basta se preparar para exportar e coragem a fim de lidar com outras culturas.

Conjunto de fatores deixa o dólar bem mais caro

O dólar está ficando mais caro por causa de vários problemas que estão ocorrendo no País e fora dele. Quem leva vantagem nessa situação são os exportadores que, um dia, investiram para explorar outros mercados. Saiba como, mesmo sendo pequeno empresário, você pode fazer negócios além da fronteira.

O alto preço do dólar traz dúvidas em relação ao futuro do País porque sua cotação é uma das referências para avaliar as condições econômicas do Brasil.

Certamente, existem algumas razões para a valorização da moeda americana.

Uma delas está ligada à queda da taxa de juros, que chegou a 4,5% ao ano em dezembro.

Em suma, fica próxima de zero após descontar a inflação, como já acontece na Europa e nos Estados Unidos, deixando o Brasil pouco atraente para receber investimentos.

Eles vão para outros países quando a perspectiva de lucro é baixa. Com menos dólar no mercado nacional, seu preço de venda sobe por causa escassez. Logo, é a lei de oferta e procura em ação.

Seguindo o mesmo raciocínio, a frustração com o resultado do leilão das áreas de exploração do pré-sal também colabora para a alta do dólar.

Os baixos valores obtidos na transação derrubaram a expectativa de entrada das verdinhas no Brasil e, consequentemente, aumentaram o seu preço.

Outros motivos da variação cambial estão ligados tanto à onda de protestos na América Latina, quanto à instabilidade interna por causa da dúvida em relação aos rumos do governo nesse momento de transição.

A própria declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, no sentido de que o país deve se acostumar com o valor mais alto do dólar, gera certa preocupação no que diz respeito ao câmbio.

Além disso, a decisão do Supremo Tribunal Federal, sobre a prisão do réu após acusação em segunda instância, parece ser diferente do posicionamento do Congresso Nacional. Essa divergência de entendimento da lei traz insegurança jurídica e, afinal, afasta os investidores.

Mais um motivo de receio, atualmente um pouco menor, é quanto ao futuro da disputa comercial entre China e Estados Unidos. Em resumo, essa batalha já foi pior. Nos últimos tempos, sem dúvida, os países conseguiram se entender em alguns pontos importantes.

Em relação aos próximos meses, em síntese, sobram razões para ficar de olho nos rumos da economia. Grande parte dos especialistas acredita que o dólar se manterá acima de R$ 4 por longo tempo.

O dólar alto traz desafios para vários segmentos. Nesse patamar, pode gerar mais inflação porque quem compra matéria-prima com preço atrelado à moeda americana, cedo ou tarde, também vai aumentar o preço dos próprios produtos.

Mesmo assim, há quem tenha a ganhar com a alta da moeda americana.

Os exportadores também têm obstáculos a serem superados, mas ficam um pouco mais tranquilos porque, ao mesmo tempo, ganham mais ao converterem para real os valores recebidos em dólar.

Se você nunca pensou em enviar seus artigos para fora do país, sem dúvida, saiba que isso é viável inclusive para pequenos empresários.

O trajeto é longo, sem dúvida. O processo, trabalhoso. Mesmo assim, vale à pena explorar outros mercados com o objetivo de aproveitar novas oportunidades. Ainda que elas estejam bem longe.

Mercado internacional está aberto ao microempresário

Uma mulher está numa das salas de sua empresa. Ela está sorrindo, atrás de uma grande mesa, onde há pacotes separados para entrega por encomenda. A ideia é mostrar que o microempresário pode exportar seu produtos.
Microempresários que já exportam seus produtos ganham mais ao converter para real as vendas feitas em dólar.

Microempresas também exportam seus produtos e essa é uma estratégia comercial bem favorável quando o dólar se mantém em alta.

Já foi o tempo, certamente, em que só multinacionais se interessavam pelo comércio exterior.

Hoje em dia, as negociações com outros países estão bem mais fáceis por causa do processo de globalização.

Se nunca pensou no assunto, vale a pena pesquisar. Você tem muita informação disponível e ajuda para seguir em frente.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, mais conhecida como Apex-Brasil, é o órgão do governo que apoia quem quer vender os próprios produtos além da fronteira.

E ela não atua sozinha. A Apex-Brasil firma parcerias com entidades setoriais para definirem a internacionalização dos segmentos e as melhores formas de entrar em certos países.

Há vários pontos a serem analisados quando se fala de negócios em terras estrangeiras. Anote aí o que precisa saber com o propósito de conhecer outro país:

  • Quem são seus principais concorrentes
  • O preço médio dos produtos
  • As barreiras tarifárias existentes
  • O crescimento da economia no país
  • A elevação do nível de importações.

Outro caminho para obter ajuda é por meio do Sebrae.

Ele tem o Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa. Trata-se de uma cartilha mostrando todo o trajeto a ser seguido nessa missão.

No próprio site existe um questionário online elaborado com o objetivo de identificar o nível de preparo dos empresários interessados em exportar.

Após definir o perfil e o ponto de amadurecimento para internacionalização, o pequeno empresário recebe assessoria de acordo com as próprias necessidades.

Quem se preparar de verdade pode se dar bem no exterior

Desenho simplificado do mapa do mundo mostra pessoa se cumprimentando, dando a entender que estão fazendo negócios. A ilustração passa a ideia de que o comércio exterior é uma alternativa de negócios viável
Dezenas de países fazem negócios com o Brasil e quem se prepara muito bem tem chance de explorar novos mercados.

Mesmo a exportação sendo uma alternativa viável, o pequeno empresário precisa tomar algumas providências para entrar nesse jogo.

Acabar com as deficiências de gestão é o primeiro passo. Também pode ser necessário adaptar o design e a embalagem, com o objetivo de se adequar a outras culturas.

Quem está no mercado externo valoriza bastante as certificações. Elas são vistas como referências que garantem a qualidade do artigo comercializado. Outro critério de análise é a imagem do produto no próprio país de origem.

A lição de casa continua.

Quanto mais ampla for a pesquisa a respeito do país com o qual se pretende fazer negócios, maior será a chance de se tornar bem-sucedido na empreitada. Antes de mais nada, veja o seguinte:

  • Qual a real demanda para o produto?
  • Qual o perfil dos concorrentes diretos?
  • Como é a burocracia daquele país?
  • Quais as exigências legais seu produto deve cumprir?

Sua vida vai ficar mais fácil se de fato der prioridade aos mercados com organização de feiras, congressos e rodadas de negócios.

A princípio, o governo brasileiro leva tão a sério essa iniciativa que, em alguns casos, banca parte das despesas das missões comerciais no exterior.

Mesmo com tudo certo, é preciso paciência. Nos países asiáticos, por exemplo, as conversas são bem demoradas e os primeiros pedidos, feitos depois de pelo menos seis meses do primeiro contato.

Em qualquer exportação, prepare-se para o envio de amostras.

Isso é tão comum que existem regras definindo o limite de quantidade a ser enviada. Da mesma forma, também há documentos específicos para tal finalidade.

O operador logístico precisa ser escolhido com cuidado, no intuito de evitar a perda da mercadoria no meio do caminho.

Trata-se, certamente, de um ponto importante. O transporte para alguns países africanos tem muitas falhas. Antes de chegar lá, as cargas passam pela alfândega de Madrid ou Paris, encarecendo o envio pela necessidade de usar várias conexões.

Enviar os produtos para outro país é uma decisão repleta de desafios, mesmo assim, vale a pena se ela não for encarada como uma simples aventura empreendedora.