O contador ajuda a dar mais lucro para sua empresa

0
308
Há três homens em volta de uma mesa numa sala de reunião. Um está à direita, sentado, olhando para os papéis que está segurando. Na frente dele, do outro lado da mesa, há outro homem em pé, apontando para os mesmos papeis e explicando algo. Um terceiro homem está de pé, na ponta da mesa, de braços cruzados, olhando para os dois. E, cima da mesa há laptops, relatórios, óculos e uma caneta bico de pena. A ideia é mostrar que o contador está orientando o empresário sobre as finanças dele.
O trabalho do contador é mais valioso quando esse profissional atua com microempresários sem conhecimentos financeiros.

Você pode levar sua empresa a crescer de forma estratégica e sem cometer erros – que resultam em altas multas – se tiver um bom contador te ajudando.

Ele vai colaborar para que você fique em ordem com a emissão de guias, notas fiscais e demais documentos obrigatórios junto à Receita Federal.

O papel desse profissional vai além da simples organização burocrática.

Inclui todo o planejamento da empresa, tendo em vista garantir sua saúde financeira e o lucro contínuo.

Veja porque é importante manter um contador alinhado às necessidades da empresa e mantenha seu tempo livre para cuidar de outras áreas de seu negócio.

As tarefas do contador são indispensáveis para o negócio

Ele atua com o objetivo de orientar como manter em ordem todas as obrigações tributárias. O contador também sabe com detalhes como está a saúde financeira do negócio. Seu papel é mais importante do que parece, pois faz de tudo para sua empresa ficar dentro da lei, ter menos despesas e mais lucro.

Portanto, nenhuma lei exige que a empresa contrate ou terceirize um contador.

Mesmo assim, os serviços ligados à contabilidade são obrigatórios porque a prestação de contas é uma determinação do governo.

Não há saída. Você precisa informar tudo à Receita Federal.

Além disso, certos documentos, como balanços e balancetes, só devem ser assinados por um contador.

Portanto, algumas obrigações não podem ser entregues sem a rubrica dele garantindo a veracidade das informações declaradas.

Esse também é o profissional mais habilitado para dar certas informações no intuito de manter a boa comunicação da empresa com as autoridades fiscais:

  • Informar o regime tributário mais vantajoso para seu caso
  • Indicar quais impostos, valores e datas a serem pagos
  • Providenciar o envio correto de todas as obrigações tributárias, dentro do prazo
  • Assessorar no planejamento para garantir a saúde financeira da empresa.

Na verdade, é bem difícil encontrar outro profissional que domine todo o conhecimento técnico desse especialista.

As regras tributárias mudam toda hora, ainda mais nas negociações feitas com outros estados. Também é preciso ficar de olho nas novidades em relação ao próprio segmento de atuação.

Até mesmo quem é formado em administração de empresas encontra dificuldade para ficar ciente e atualizado a respeito do assunto. Portanto, são muitos os detalhes que surgem em relação às obrigações fiscais existentes.

Com a correria do dia a dia, é muito trabalhoso arcar com essas responsabilidades e ao mesmo tempo dar conta das tarefas ligadas à atividade da empresa.

A melhor alternativa é manter uma relação bem próxima com o contador para, a qualquer momento, tirar dúvidas sobre como agir numa situação específica.

Numa agência de propaganda, por exemplo, os clientes depositam milhares de reais na conta da empresa, com o objetivo de pagar os custos dos anúncios.

Tal quantia é considerada verba publicitária e deve ser registrada como repasse, jamais na forma de receita. Se esse erro for cometido, a despesa tributária da agência fica 10 vezes maior que a real.

Então, veja com o contador tudo o que pode ser feito em seu segmento para reduzir ao máximo as despesas.

Resumindo, qualquer detalhe pode representar a diferença entre lucro ou prejuízo no fim do mês.

O contador te orienta a não cair como um pato na jaula do Leão

O contador também indica quais impostos devem ser pagos
Com a assessoria de um contador, o microempresário consegue reduzir a pesada carga tributária que paga todos os meses.

Os últimos anos foram marcados pelo rápido avanço da tecnologia em várias áreas e o setor contábil também se adaptou à nova realidade.

Já foi longe o tempo em que as notas fiscais eram emitidas a partir de um bloco de papel guardado na gaveta.

A transmissão eletrônica de informações à Receita Federal foi realizada com dois objetivos: agilizar o envio de dados ao governo e achar erros nas declarações.

Eles são cometidos tanto pelo empresário “esperto” que age para enganar os órgãos competentes, quanto pelo gestor honesto que erra por desconhecer a lei.

Ambos são punidos com multas que, às vezes, causam sérios problemas financeiros.

Então, se você pode pagar caro por ignorar o funcionamento da máquina burocrática, é melhor não deixar a contabilidade da empresa na mão de qualquer pessoa só porque ela é sua conhecida.

Enfim, tal profissional deve ter capacitação adequada, educação continuada para se atualizar e dominar toda a engenharia fiscal.

Uma dica bacana na hora de procurar esse especialista é pedir a indicação de outros empresários. Nesse sentido, eles sabem com quem vale à pena trabalhar.

Tente até falar com a associação de seu próprio segmento, porque talvez ela conheça algum escritório que domine a realidade contábil do setor.

O Sescon-SP, que é o sindicato das empresas contábeis, também pode certamente mostrar o caminho das pedras para você escolher o fornecedor mais indicado na sua área de atuação.

Só não dá para contratar aventureiros.

Há cada vez menos espaço para qualquer deslize, muito menos àquele “jeitinho” à margem da lei.

O governo tem acesso a informações sobre os gastos do contribuinte e liga tais dados com o quanto ele declara que ganha. Por isso, é todo cuidado é pouco.

Hoje em dia, é mais fácil detectar algo errado. O Leão do imposto de renda está louco para dar uma mordida em quem vacila.

Mesmo com os altos índices de informalidade, nem pense em ficar à margem da lei porque as consequências podem ser desastrosas.

No final das contas, o “barato” sai bem caro. Fique esperto e faça de tudo para andar na linha e, assim, se manter bem longe das multas.

O Brasil é campeão mundial em burocracia tributária

Um homem está no escritório e ele segura uma pliha de papeis, em cima da própria mesa, que chega até a altura de seus olhos. Ele tem um olhar de aflição porque não sabe como lidar com tanta burocracia.
O Brasil é recordista quando o assunto se trata de burocracia tributária e o contador ajuda a lidar com toda essa papelada.

Há muitos anos, o músico Tom Jobim disse que o Brasil não era para amadores. Ele estava certo.

Se não bastassem as reviravoltas políticas e econômicas rondando o dia a dia da população, as condições para abrir e manter uma empresa no País estão entre as piores do mundo.

O Banco Mundial publica todos os anos um relatório sobre o ambiente de negócios em 190 países e em 2019 o Brasil caiu 15 posições: está na 124ª.

A análise foi feita entre junho de 2018 e maio de 2019.

Tal documento revela que em São Paulo, em média, são necessários 13,5 dias para abrir uma empresa. No Rio de Janeiro, o prazo sobe para 21,5 dias.

Na Nova Zelândia, o primeiro país do ranking, em menos de um dia o empreendedor já está com seu novo negócio regularizado.

Quando o tema se refere à burocracia para pagar impostos, os brasileiros gastam 1.501 horas de trabalho por ano. Nesse quesito, somos os campeões do mundo.

É o equivalente a seis meses de expediente, com jornada de oito horas por dia.

Agora você já sabe porque muitas vezes precisa trabalhar até tarde da noite para dar conta de todas as atividades da empresa.

Se a burocracia já te deixa de cabelo arrepiado, a carga tributária é de apavorar.

O Brasil também lidera a lista mundial dos países que mais cobram impostos sobre o lucro das empresas. Tal alíquota é de 34%. Aqui, eles são recolhidos por meio do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Até 2018, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a França tinha uma carga tributária de 34,4%. Mas as reformas iniciadas pelo governo já reduziram o peso da cobrança.

O Brasil não faz parte dessa entidade, formada pelos países com as economias mais desenvolvidas do mundo. Mesmo assim, a análise serve como base de comparação.

Veja, a partir de agora, os regimes tributários existentes no Brasil e um resumo de suas principais características.

O Lucro Presumido chegou para ajudar várias empresas a ter lucro

Essa modalidade de cobrança de impostos foi criada na década de 1990 com o objetivo de beneficiar algumas empresas.

Quem escolher tal regime, paga a cada três meses uma porcentagem da receita bruta obtida nesse período.

O cálculo da dedução tem como base o que o governo presume ser a média de lucro obtida em certos segmentos.

Apenas as empresas sem obrigação de ficarem no Lucro Real ou àquelas com faturamento até R$ 78 milhões ao ano podem adotar o Lucro Presumido.

Essa escolha é feita por meio do pagamento da primeira parcela (ou da cota única) do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).

O débito é referente ao primeiro trimestre do ano-calendário, que vence no último dia útil de abril.

Conheça a margem de lucro estabelecido pelo governo em algumas atividades.

  • Revenda de combustível: 1,6%
  • Serviços de transporte: 16%
  • Transporte de carga: 8%
  • Serviços em geral: 32%
  • Serviços hospitalares: 8%
  • Intermediação de negócios: 32%
  • Locação e administração de bens e direitos: 32%

Inúmeros cálculos são feitos para pagar impostos e cada empresa deve elaborar uma análise detalhada do próprio ramo de atividade.

Veja com o contador qual é a sua situação.

Lucro Real revela a exata condição financeira da empresa

Só depois de estudar a situação tributária com atenção é possível verificar, por exemplo, se uma empresa de prestação de serviços tem lucro inferior a 32%.

Caso isso seja verdade, a melhor alternativa é o Lucro Real porque as alíquotas dos impostos são as mesmas: de 15% de Imposto de Renda (IR) e 9% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), sobre o lucro, não em relação à receita.

Já as alíquotas de PIS e COFINS mudam no Lucro Real. No regime não-cumulativo são de 1,65% e 7,6%, respectivamente.

Outra vantagem ao escolher essa modalidade de cobrança está em permitir que algumas despesas operacionais como aluguel, depreciação e energia elétrica sejam compensadas.

No Lucro Presumido, PIS (0.65%) e COFINS (3%) são calculados sobre a receita, sem direito a compensar nenhuma despesa.

Simples é o regime tributário mais fácil para o microempresário

O Simples Nacional foi criado pelo governo em 1996 para deixar mais fácil a vida das empresas.

Entre as maiores vantagens desse regime tributário está o fato de não precisar entregar várias obrigações acessórias.

Sem nenhuma dúvida, a burocracia existente na Declaração Anual do Simples é bem menor em comparação a Declaração de Informações Econômicos-Fiscais de Pessoa Jurídica.

Na prática, a quantidade de obrigações é reduzida numa proporção de 10 para 1. Dá muito menos trabalho e, assim, o microempresário tem mais tempo para cuidar de seu próprio negócio.

Só empresas com faturamento anual inferior a R$ 4,8 milhões podem se enquadrar no Simples Nacional.

Ainda há restrições para:

  • A maioria das atividades regulamentadas pelos órgãos de classe
  • Empresas que mantêm pessoa jurídica no quadro societário
  • Companhias cujo sócio tenha participação em outra empresa e a soma do faturamento de ambas seja superior a R$ 4,8 milhões.

Empresas com funcionários também são beneficiadas porque o dono deixa de pagar pelo menos 20% referente à contribuição previdenciária patronal. Tal tributo já está incluído no Simples.

Já suas alíquotas são crescentes até o limite do teto. Anote aí:

  • Comércio: de 4,0% a 19%
  • Indústria: de 4, 5% a 30%
  • Serviços: de 4,5% a 33%.

O MEI foi criado para tirar o trabalhador da informalidade

O Microempreendedor Individual (MEI) é uma categoria de formalização trabalhista criada para regularizar a situação de quem exerce atividade informal.

Não pode se tornar MEI quem trabalha com carteira assinada, nem as pessoas com sociedade em outra empresa.

Centenas de atividades se enquadram no MEI e mais informações sobre as regras e vantagens dessa escolha estão no Portal do Empreendedor.

Essa categoria permite que o profissional tenha CNPJ, emita nota fiscal de suas vendas e ainda pague impostos de forma muito simples e barata.

Pode ser MEI quem tem faturamento de até R$ 81 mil por ano ou até R$ 6.750 mensais.

O valor do imposto a ser pago todos os meses é fixo, ou seja, não leva em consideração o faturamento da empresa. Tal quantia é corrigida anualmente, com base no reajuste do salário mínimo.

Veja os valores dos impostos em 2019, considerando o salário mínimo de R$ 998.

  • Comércio e Indústria – R$ 50,90
  • Serviços – R$ 54,90
  • Comércio e Serviço – R$ 55,90

Além de arcar com os tributos, é necessário entregar a Declaração Anual do Simples Nacional, também conhecida como Declaração Anual Simplificada.

Ela pode ser preenchida pelo próprio empresário, pois não precisa do contador para ser enviada.

Nesse documento está o valor do faturamento do ano anterior ao da entrega, que deve ser feita até o último dia de maio, no Portal do Empreendedor.