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Hemofilia é uma doença que tem tratamento e exige atenção

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Duas mãos estão uma ao lado da outra e abertas em formato de concha, com as palmas viradas para cima. Na mão, está um papel vermelho recortado em formato de gota. No centro do papel aparece um sinal de positivo. A imagem faz referência à hemofilia.
Hemofilia é uma doença genética, pode ser detectada na infância e é mais indicado começar o tratamento o quanto antes.

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Poucas pessoas sabem, mas hemofilia é uma doença que vem recebendo cada vez mais atenção do Ministério da Saúde.

Até alguns anos atrás, a situação dos hemofílicos era diferente; hoje, eles recebem orientação e contam com acesso a tratamento adequado.

É crucial obter o diagnóstico ainda na infância, tanto para evitar complicações da doença como para iniciar o tratamento rapidamente.

Saiba mais sobre o que é a hemofilia, seus sintomas, quais os exames necessários e as opções de tratamento.

Tratamento deve iniciar rápido para evitar sequela

Hemofilia é uma doença genética e hereditária que provoca sangramento excessivo, inclusive nos pequenos cortes e lesões internas ou externas. Isso ocorre porque ela afeta a coagulação e existe o risco de qualquer sangramento se prolongar até uma hemorragia. A hemofilia atinge quase exclusivamente os homens, mas raras mulheres também são afetadas pela enfermidade. Veja como esse problema de saúde interfere na vida do paciente.

Antes de mais nada, quando uma pessoa se corta ou se machuca, iniciando o sangramento, o sistema de defesa dela logo entra em ação. Isso acontece por meio de proteínas que atuam no organismo para estancar sangramentos, e o nome desse processo é coagulação.

Hemofílicos não possuem essa proteína específica que gera a coagulação sanguínea, portanto, sangram por muito mais tempo que indivíduos saudáveis. Sendo assim, eles precisam de medicamento para a coagulação ocorrer normalmente.

Essa doença é classificada em dois tipos: hemofilia A, com deficiência do fator VIII de coagulação; e hemofilia B, cuja deficiência está no fator IX. O primeiro representa 80% dos casos registrados.

Os sangramentos são semelhantes nos dois tipos, no entanto, a gravidade deles depende da classificação que considera o quanto são deficitários. Na prática, isso revela em que nível a hemofilia torna o organismo incapaz de coagular o sangue do paciente. Veja abaixo:

  • Grave (menor que 1%)
  • Moderada (entre 1% e 5%)
  • Leve (acima de 5%, que às vezes é descoberto apenas na fase adulta).

Essa doença é incurável; entretanto, atualmente, o tratamento faz com que a pessoa seja produtiva e tenha qualidade de vida.

Você sabe quais são os sintomas da hemofilia? Descubra agora e veja também os exames necessários para detectar a doença.

Hemofilia é doença que apresenta sintomas na infância

Diferente do que muitas pessoas imaginam, os primeiros sintomas da hemofilia aparecem por meio de sangramentos internos. Eles ocorrem principalmente nos joelhos, cotovelos e tornozelos e podem desgastar primeiro as cartilagens e, depois, causar lesões ósseas.

Os sintomas são frequentes nos primeiros anos de vida, quando a criança está aprendendo a andar e cai bastante. Nos pacientes considerados graves, surgem manchas rochas no local afetado, indicando possível sangramento interno. Já nos quadros leves, o sangramento excessivo acontece geralmente durante cirurgias ou tratamentos dentários.

Há outras situações em que os sangramentos acontecem sem motivo aparente, como no nariz e na gengiva. Pequenos cortes, por exemplo ao fazer a barba, tornam-se um transtorno porque o sangue não coagula e continua escorrendo.

Sendo assim, quanto antes o paciente obtiver o diagnóstico, mais rápido ele receberá o tratamento adequado, incluindo os medicamentos que normalizam a coagulação.

O principal exame realizado para detectar a hemofilia é o coagulograma. Ele analisa o nível de coagulação do sangue e quando existe alguma alteração nesse processo, o médico pede outros testes. Então, verifica-se a dosagem de fatores específicos de coagulação do sangue, com o objetivo de confirmar a presença de hemofilia.

O Cedlab Laboratórios oferece ambos os exames. Se você preferir, agende um horário e realize esses testes em um ambiente totalmente preparado, com o atendimento de profissionais altamente capacitados.

Caso o resultado dê positivo, seu médico fornecerá todas as informações necessárias para iniciar o tratamento.

Tratamento da hemofilia é contínuo e para toda a vida

As pessoas com hemofilia realizam um tratamento que consiste na reposição do fator de coagulação deficiente no organismo. Quem tem hemofilia A recebe a molécula do fator VIII; portadores de hemofilia B, a do fator IX.

O Ministério da Saúde oferece esses medicamentos gratuitamente por meio dos hemocentros distribuídos pelo país.

Existem dois tipos de tratamento. Um deles é realizado por demanda, ou seja, após surgir um sangramento, e é voltado para casos de média gravidade. O outro, profilático, tem o objetivo preventivo, pois é ministrado antes de ocorrer a hemorragia, sendo indicado para casos graves.

Em ambas as situações, os pacientes ou seus cuidadores são treinados para fazer a aplicação do medicamento em casa. Isso faz com que a pessoa tenha autonomia para seguir com o tratamento contínuo ou, enfim, aja rapidamente quando surgir a necessidade de estancar um sangramento.

Veja algumas recomendações para quem pode ter filho hemofílico.

  • Manchas rochas que surgem após batidas leves, inclusive no berço, são sinais de alerta
  • Veja se ocorrem sangramentos desproporcionais ao machucado da criança
  • Diante de qualquer reação anormal do organismo da criança em relação a acidentes, procure um médico e realize os exames necessários.
  • Fazer exercícios é importante para fortalecer a musculatura do hemofílico, mas exclua qualquer esporte de impacto.
  • Diante de sangramento excessivo, vá ao hemocentro mais próximo para realizar o tratamento e evitar sequelas.

Agora você entendeu o que é hemofilia? Então, se conhece alguém que apresenta tais sintomas, compartilhe esse texto com a pessoa. Um simples gesto pode evitar sofrimento e até salvar a vida de quem é hemofílico, mas ainda não tem o diagnóstico.